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sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Só Porque Te Amo

Eu encontrei a felicidade,
depois de te encontrar a ti.
Esta é a mão que sempre te dou, mas hoje, até esta mão está sozinha…
Os meus passos não são ouvidos no mesmo compasso que os teus e os nossos corações não estão a palpitar juntos. Contudo isso não significa que não estejam a palpitar um pelo outro…
Estamos juntos há tanto
tempo que já parece
uma eternidade.
Agora já não caminhamos lado a lado, não é? Há sempre uma vez na vida em que toda a gente tem o passo trocado, esta é a nossa vez… Sinto-me triste por já não assentarmos os pés no mesmo piso e ao mesmo ritmo, mas o que interessa é que continuou a guardar no meu coração as pérolas do teu olhar… A memória mais preciosa, que alguma vez poderei guardar!
Agora caminhamos os dois sozinhos, com a esperança de nos voltarmos a encontrar. E eu que ando aqui aos tropeções e já não tenho a tua mão para me segurar… Mas não faz mal, porque um dia irás estar ao meu lado e a partir desse dia irás jurar tantas coisas naquele altar, que nunca mais poderás fugir para nenhum lugar…
Eu tenho a certeza que estaremos sempre juntos e que esta distância não se irá colocar entre os dois, porque tu és a outra metade de mim. Somos as duas almas que Zeus separou há alguns milénios e se já nos encontramos, só seremos plenamente felizes se nos conseguirmos reunir.
Temos estado juntos nos bons e nos maus momentos, funcionamos como se vivêssemos num conto de fadas!

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Bestas; Caloiros; Corvos; Semidoutores; Doutores; Veteranos.

O rebanho que segue a ovelha mais velha não tem medo de nada, mas também não tem consciência de nada, não vê o perigo que os rodeia e quando a ovelha mais velha (que provavelmente já está cega) se atravessa na estrada, todo o rebanho corre o perigo de ser atropelado e nem toma consciência disso porque o que importa é ser a ovelha seguida, a mais venerada de todas, a mais “fixe”…
Rebanhos de todo o país, pensem que se as ovelhas fossem espertas não tinham pastores e cães para as guardar. Se pensarem bem, ovelhas, vocês só vêm como a ovelha mais velha é, o que vocês querem ser, e seguem-na desesperadamente. Enquanto seguem essa ovelha, nem pensam em nada mais, é o pastor e os cães que vos guiam. E tanto vos podem guiar para um pasto verdejante, como para o matador.
Seremos bestas, depois caloiros e voltamos a ser animais quando vestimos o traje pela primeira vez: corvos. A partir daí somos doutores, provavelmente doutores da mula russa! Porque ser doutor por ter 4 matrículas na universidade não me parece que seja algo de que me deva orgulhar visto que o curso deveria ser feito em 3 anos.

 Neste pequeno texto, que é todo ele uma figura de estilo que desconheço o nome mas que uso frequentemente, descrevo os caloiros deste país (e se calhar grande parte da população, pelo menos, de Portugal) e para que não tirem as vossas próprias conclusões esclareço o que quis dizer: o rebanho são todos os estudantes que seguem os “veteranos” cegamente, que querem ser como eles, que vêm neles a coisa mais “fixe” que existe. Os veteranos são as ovelhas velhas, pois são seguidos pelos restantes mas também não têm muita inteligência. Os pastores e os cães podem ser qualquer pessoa que tenha os olhos abertos, como por exemplo os políticos, que nos levam sempre pelo mesmo caminho, mas ainda não aprendemos que não é por aí que queremos ir. O problema desta hierarquia na faculdade é que não existe apenas entre jovens imaturos, mas sim por todo o lado e todos nós fazemos parte desse rebanho, que apenas consegue ver a ovelha que vai à frente, nunca vê o caminho que é percorrido ou as intenções do pastor… A partir daqui podem pensar o que quiserem e criticar-me por não compreender o “espírito académico”, mas a verdade é que não vejo mais nada para além de um rebanho quando entro na minha faculdade…