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quarta-feira, 5 de julho de 2017

Equilibrar-me Com o Mundo… – Compostagem

Na minha casa faz-se compostagem.
E esta crónica deveria acabar aqui, porque já toda a gente deveria saber qual a sua importância.
Não há nada deste mundo cuja sua decomposição sob terra liberte mais gazes tóxicos do que a matéria orgânica! Não há maior poluição, que poderia ser evitada, do que embrulhar em plástico e meter debaixo do solo aquilo que pode ser transformado em adubo à superfície.
Na minha casa foi uma guerra conseguir transmitir este conhecimento aos meus pais, pois eles não acreditaram em mim até verem o resultado com os seus próprios olhos: a árvore mais bonita do nosso quintal tem as raízes enfiadas no nosso bidon de compostagem, as suas folhas não ganham piolho e os seus pêssegos são os maiores e os mais saborosos…
Começamos com um recipiente para colocar ervas, folhas de alface e outros legumes que não prestam para consumo. Hoje em dia, o que não vai para os animais vais para os três recipientes deste género que possuímos. O meu pai mistura este adubo com estrume e dá-o a todas as plantas que cultivamos.
Todas as casas deveriam ter um recipiente destes, pois não há maior desperdício do que deitar fora aquilo que ainda tem muito valor.
Pesquisem, informem-se e descobriram que aquilo que vos digo é a mais pura das verdades!

sábado, 10 de junho de 2017

Equilibrar-me Com o Mundo... – Roupa

 Bem-vindos à crónica anual deste blog!
A de hoje é um pouco mais direcionada para as senhoras e em especial para as mais novas que além das lojas físicas ainda perde a cabeça nas lojas online! Sejam bem-vidas ao meu roupeiro das camisas e dos vestidos de verão! (Sim porque eu tenho outro armário para outro tipo de roupas)
Eu admito! Para quem se diz querer equilibrar com o mundo, eu tenho muita roupa! Em minha defesa, acreditem ou não, grande parte dela foi dada, ou seja, é roupa usada!
Por que é que eu tenho um armário tão cheio mas sinto-me a encontrar o equilíbrio? Porque o segredo não é deitar tudo fora e reduzir, mas sim aproveitar o que temos, usa-lo ao máximo e apenas comprar o estritamente necessário! Até aqui os meus objetivos foram alcançados! Mas a partir daqui tudo se complica, porque o que quero fazer daqui para a frente é apenas comprar roupa que tenha sido produzida respeitado o ambiente e os animais, e neste momento poucas são as marcas que o fazem e muitas são as que fazem “greenwashing”… O que significa isto? Empresas que fazem a maior m**** do mundo mas que o escondem, anunciado apenas o que fazem (por vezes o que “deveriam fazer”) dentro dos parâmetros minimamente aceitáveis.
Por isso, quem sabe indicar sítios a salvo do greenwashing e do desrespeito pela natureza?
Sabem como faço para não perder a cabeça com todo o tipo de coisas super giras que me aparecem pela frente?
Conforme vão-me surgindo necessidade de algo novo (isto também é valido para gadgets), assento essa necessidade e durmo sobre o assunto, se acordar a continuar a querer tal coisa, é porque ela realmente me faz falta… Outra boa técnica é levar para as compras em forma física, apenas o dinheiro que se pretende gastar ;)

Ficam as dicas, espero que inspirem mais alguém!

sexta-feira, 2 de junho de 2017

O Mendigo da Ponte

Ponte D. Luís - Porto
Ouço-os a passar!
Tudo estremece à sua passagem...
E o meu sono é uma miragem,
Que não consigo alcançar!

Aconchego-me melhor no cartão,
Que não me cobre por completo,
E o que se encontra mais a descoberto
É este pobre e abandonado coração.

Deito-me sozinho na noite.
Na esperança de não voltar a acordar.
Deito-me sozinho por ter sido afoite.
Por ter voltado a apostar!

Só queria que os que passam na ponte, ali!
Parassem de tirar fotos aos seus belos rostos,
E tirem-me uma foto a mim!

Tirem uma foto aos meus desgostos!
Tirem uma foto! E quando a voltarem a ver:
Conheceram alguém que já não tem mais nada a perder!

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Aquela frase...



O tempo voa porque eu não tenho tempo, não tenho tempo porque tudo corre em meu redor e eu não quero correr com ele, provavelmente ninguém quer correr, mas correr porque é o mais fácil de fazer.

terça-feira, 11 de abril de 2017

sexta-feira, 3 de março de 2017

Que mal há em amar outra pessoa?

Todos sabem os nomes deles, mas nenhum o admite…
Se eu disser que o de cabelo louro se chama João e o que tem a pele cor de chocolate se chama Manuel não faz mal, pois protejo-lhes a sua identidade e ao mesmo tempo demostro que também eu quero esconder o facto de saber como se chamam!
Porque todos sabem que eles andam de mão dada na rua, todos sabem que trocam beijos perlongados em público como qualquer outro casal… Mas todos pensam que o que eles fazem não está certo! Até eu tenho duvidas! Será que está?
Pelo sim, pelo não, tapo o olhar dos meus filhos para que não vejam aquele exemplo, para que quando foram mais crescido sejam como eu e que não aceitem que amar outra pessoa é perfeitamente normal!
E eles seguem rua fora de mão dada, dois marmanjos de tronco largo, braços fortes… Qualquer rapariga sonharia poder ser rodeada por aqueles braços, beijada e amada por um homem assim, contudo só tem olhos um para o outro.

Que mal há em amar outra pessoa?

sábado, 25 de fevereiro de 2017

O Mostro do Secundário

Os alunos que agora estão no secundário começam a stressar com a chega dos exames, uns queixam-se que os exames são injustos, outros dizem que todo o sistema de avaliação é injusto… Perante isto uns dizem que é preciso mudar, outros dizem que a vida é injusta e nada se pode fazer!
Eu sou um caso real de que o secundário me arruinou o futuro! E aviso que quem apenas se tem que stressar com os exames é porque viveu o secundário a santos!
Na secundária apanhei os piores professores da escola ensinavam mal e rebaixavam-nos psicologicamente de uma forma inadmissível, mas o que se podia fazer? Nada, porque já estavam na escola há muito tempo! Mas a avaliação de professores não é necessária! Claro que não! Pois é importante deparar-nos com professores que só tem capacidades para serem carrascos e “notas acima de 16 são só para o professor, na universidade vai ser muito pior”. Aí a universidade vai ser pior? Desde que estou na universidade tenho tido as notas que mereço! Até já tive um 19,25! Esta nota no secundário era impensável! A escala era de 0 a 16!
O meu objetivo era ir para a faculdade para o curso de ciências farmacêuticas (a minha média era de 14, impossível entrar em tal curso), decidi seguir gestão. Candidatei-me a todas as faculdade de Lisboa, entrei na 5º opção… Em Leiria. Só me apeteceu morrer!
Hoje comparo-me com os meus colegas do politécnico, tenho média de quinze, faço as cadeiras todas em frequência, ainda não fiquei com uma única por fazer. Todos estes meus colegas tiveram melhor média de entrada do que eu! Mas notoriamente, tenho mais capacidades que eles… Que justificação existe para isto? Fui subavaliada…
Quando acabar o meu curso e for à procura de emprego na minha área de residência (Lisboa) quem é que me irá dar emprego com um diploma que terá escrito em letras grandes “Politécnico”?
Eu não segui o curso que queria, não fui para a faculdade que ambicionava… Não porque não tinha capacidades mas porque me cruzei com as pessoas erradas!


P.S. Já sei que vão dizer que não me esforcei o suficiente no secundário… Eu tive um esgotamento nervoso e uma depressão no 10º ano, tive de ter consultas no psicólogo e tomar ansiolíticos durante um ano por me ter apercebido que nunca alcançaria os meus sonhos.

Sim, este texto é grande e não tem graça... E nunca haverá de ter!

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Equilibrar-me Com o Mundo… - Carne

A crónica de hoje é sobre o consumo de carne, este assunto está intimamente ligado com evidências científicas que não vou escrever aqui, contudo podem procurar na internet ou revistas que encontraram estudos detalhados para tudo de que vou falar um pouco, se precisarem de ajudem comentem que eu vos mando a explicação do que quiserem saber.
Tudo começou quando a minha cadela ficou extremamente doente, como não acredito em Deus, fiz um pacto com as Forças do Universo: elas não levariam de mim a minha amada e para isso eu não comerei carne durante uma semana. Não me custou nada, na verdade, foi mais uma desculpa para me começar a afastar vagarosamente do consumo de carne.
Após essa data não comi carne de vaca durante dois anos e hoje em dia como esporadicamente quando a única ementa disponível é essa.
Porque é que deixei de comer carne de vaca e não outra qualquer?
Porque a criação de gado bovino é o que mais polui o planeta, em parte devido aos gases emitidos pelos pobres animais e depois por ser um animal de grande porte e portanto demora bastante tempo a crescer… Mas não foi só esta a razão que me fez deixar de comer estes animais, sabem aquelas imagens do anúncio de leite que passa na televisão em que as vaquinhas estão ali no campo a ruminar? Pois, eu sempre que olhava para o bife há minha frente lembrava-me dessa imaginem e dava-me nojo conseguir comer um ser vivo tão amistoso…
Com o passar do tempo, comecei a detestar o cheiro desta carne, quer crua quer cozinhada e para que eu a consiga comer hoje tem que estar muito condimentada para dissimilar o seu sabor.
Ainda assim, este nojo/medo (chamem o que lhe quiserem) de comer outros animais não me acontece só com as vacas… Deixei de comer raia depois de uma visita ao oceanário e por uns meses não consegui comer porco porque vi um porco pessoalmente…
Na minha cozinha raramente entra porco e as carnes que como com frequência são frango e peru, quanto aos peixes só me recuso a comer raia e cação, o meu verdadeiro objetivo neste momento é conseguir ser vegan por um dia uma vez por mês.
Este texto já está demasiado longo, por tanto, se tiverem qualquer dúvida digam-me que tentarem esclarecer melhor a parte ecológica por de trás das minhas escolhas.
P.S. Pois é! Não tenho levado esta crónica lá muito a sério pois não? É que me esqueci completamente que ela existia.


sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

acordo eterno

Nós não sabíamos o que fazíamos… Ou será que inconscientemente sabíamos? Será que o nosso espírito tinha a certeza da resposta a uma questão na qual as nossas mentes nunca tinham pensado?
Se não sabíamos o que fazíamos, pelo menos tínhamos noção do que queríamos…
Pois sempre que as coisas corriam de forma diferente da que sonhávamos dizíamos que na vez seguinte seria melhor. Ainda hoje é assim se pensares bem!
Apesar de aparentemente, eu ser um desastre completo na cozinha, tu ainda não me declaraste um caso perdido, ainda tens esperança que não me esqueça de por sal ou que não fique tudo irremediavelmente queimado!
Lembro-me perfeitamente da primeira vez que demos as mãos, do nosso primeiro beijo e do primeiro amo-te…
Com todos estes pequenos atos celebramos o acordo de nos amarmos mutuamente para a eternidade, sem termos a perfeita noção do que estávamos a prometer um ao outro, ainda assim consciente ou inconscientemente cumprimos tal acordo diariamente.